quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Transformando Experiências Diárias em Pequenos Textos


Esses dias fui na dentista e no momento em que eu aguardava eu uma discussão calorosa com um paciente disse: uma coisa que eu aprendi foi me defender num tom voltado para o limite dela em relação ao outro. Eu fiquei ruminando por dias aquela frase, e por algum momento aquela frase dita por ela se tornou minha, mas não em um tom de afirmação com foi dito pela dentista e sim como uma dúvida. E de uma frase: "Uma coisa que sei bem, é me defender" dentro de mim se converteu em: Será que eu sei me defender? Eu sei me defender? Sei colocar para o outro de maneira respeitosa seus limites? No seu convívio familiar você consegue dizer sobre os seus limites? No seu trabalho você consegue deixar claro o que é seu e o que não é? E em uma conversa, você consegue expor ao outro até onde ele pode ir respeitando os seus limites? A Teoria "Na obra 'A Negação' (1925), Freud nos explica que o Ego possui a função primordial de julgar o que deve ou não fazer parte de nós. É um processo quase biológico de decisão: Introjetar: É o movimento de 'comer', de colocar para dentro o que nos agrada e faz sentido. Expulsar: É o movimento de 'cuspir', de rejeitar o que é estranho, ameaçador ou invasivo. Esse mecanismo funciona como uma fronteira psíquica. O Ego filtra os estímulos externos para que o mundo não invada o nosso interior de forma traumática. Saber se defender, portanto, não é apenas uma reação social, mas uma função vital de preservação: é o nosso Ego decidindo o que permitimos que nos atravesse e o que precisamos manter do lado de fora para manter a nossa integridade."

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